... e não me venha com chorumelos!

Insanidades e afins postadas pelas mentes mais obscuras que rondam o meio virtual.

quinta-feira, junho 30, 2005

Mesóclise à trois



"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Ele um substantivo masculino, com um aspecto plural e com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu esse pequeno índice. De repente o elevador pára só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois já estavam bem entre parênteses quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio ouvindo uma fonética clássica bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando sentados num vocativo quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial e rapidamente chegaram a um imperativo. Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram numa pontuação tão minúscula que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa.

Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele com todo o seu predicativo do objeto ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura minha gente! Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa situação e pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: conjugou o verbo auxiliar bem no meio do seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

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segunda-feira, junho 27, 2005

Mulher Bonita (Parte II)

O que me inspirou a escrever estes textos porém, não foi a declaração do Tom Zé, que para mim nem é tão polêmica. O que me impressionou nestes dias foi ver uma garota americana muito bonita que estava disposta a mudar o nariz, lábios, seios e barriga! Tudo para ficar igual a Carmen Electra.

Tamanha transformação pra uma garota tão bonita. Duro foi ver o médico cafajeste que nem ao menos ousou dizer a ela que não era preciso, e muito menos tentou recomendá-la a um psicólogo. Todos temos defeitos, isso é normal. Aceitá-los deveria ser mais normal ainda.

A menina, que já havia sido capa de algumas revistas, estava preste a se retaliar em nome de uma mudança de visual ideal na qual ela jamais chegaria. Sem contar o aval do namorado babão idiota que só pensava nos seios tamanho G da garota.



Não que não seja importante preocuparmo-nos com a forma física, afinal somos julgados por ela o tempo todo. Por exemplo, um corpo esbelto é sinal de saúde. Uma barriguinha é sinal de respeito. O que vale é assumirmos o que somos e corrermos sim, atrás do que gostaríamos, mas sem querer ser o que não somos.

Podem achar que sou moralista, só que não é bem por aí. Pra mim é melhor que tenha mais mulher gostosa no mundo, mas isso só vem a aumentar ainda mais o preconceito contra mulheres bonitas, afinal, pra alguém se sujeitar a isso, não pode bater bem da cabeça.

... e não me venha com chorumelos!


prometeu_chorumelos@yahoo.com.br

quinta-feira, junho 23, 2005

Paulista Campeão!

Como já era de se esperar, segue a manchete de hoje na folha.

"CBF ajuda Flu, mas Paulista ergue a taça"



Fora o 'sorteio' em que o Fluminense foi beneficiado por jogar o último jogo em casa.

Apesar disso, a supremacia esmagadora do estado de São Paulo foi confirmada.

... E não me venha com chorumelos!


prometeu_chorumelos@yahoo.com.br

quarta-feira, junho 22, 2005

Mulher Bonita (Parte I)

Outro dia ao ouvir o Tom Zé dizer que gosta mesmo é de mulher feia, contrapondo a corrente de Vinícius que diz ser a beleza fundamental, me pus a refletir sobre o assunto.

A priori, mulher bonita é o que de melhor pode acontecer na vida de um homem. Quisera eu ser um nobre felizardo de, por exemplo, ter a Carmem Electra como minha companheira.



Porém, seguindo a linha de pensamento do Tom Zé, que diga-se de passagem não é nada inédita, as mulheres que menos se aproximam do padrão de beleza vigente têm muito menos a perder e a valorizar fisicamente, logo, dão menos importância a estes detalhes se atendo a coisas mais importantes. Coisas estas, que não se percebe apenas com um olhar. É por aí que uma mulher começa a ficar verdadeiramente interessante.

Não que toda mulher bonita seja burra, ou vice-versa, nem mesmo que toda feia não seja fresca, mas por conhecimento próprio e por ouvir grandes pesquisadores do universo feminino (como os outros colunistas do chorumelos por exemplo) esta é uma tese bem embasada.

Alguém pode imaginar uma mulher escultural, sentando em mesinhas de metal com as bordas enferrujadas em um boteco qualquer? Pedindo uma cerveja razoavelmente barata e um destilado qualquer pra acompanhar? E mais, batendo aquele papo esperto e descompromissado? Imaginar é fácil, isso eu imagino todas as vezes que estou no bar, mas pra acontecer…

Queria eu, uma mulher linda, inteligente e nada fresca. Mas se não der pra ser, ao menos que seja linda e muda! E não me venha com chorumelos!


prometeu_chorumelos@yahoo.com.br

sexta-feira, junho 17, 2005

Filosofia, cerveja e celular...muito celular!



No auge da loucura acadêmica de trabalhos universitários capaz de perturbar a cabeça de qualquer cristão é que escrevo essa crônica. Dificuldade imensa, pois no momento não consigo produzir algo que não seja ligado às leis teóricas da natureza sensível, ao institucionalismo da escolha racional ou a dupla ruptura epistemológica do construto da ciência moderna. Mas enfim, em meio a isto consegui discorrer sobre algo que interesse às massas. Peço apenas atenção a minúscula explicação:

No "Método Transcendental" proposto por Kant, este ilustre filósofo sugere com astuta sabedoria que os homens, dotados de razão, são inclinados pela natureza a viverem em sociedade, devido ao fato desta (a razão) legislar sobre ela mesma e de acordo com a tarefa suprema da natureza (Calma, vai ficar legal). Trocando em miúdos é o seguinte: O homem tem que viver em sociedade para crescer sadio, tal qual as árvores que quando estão em um bosque crescem por igual, esbeltas, pra cima, em busca da melhor altura. Então você já deve ter reparado numa árvore solitária no meio de um campo, ela cresce toda torta, feia e retorcida. É o mesmo com agente.

Ah Kant....isso até inventarem a televisão, a cerveja e o futebol. Qual homem sadio, que nem os nobres colunistas do chorumelos, que largariam tal tríade para viver na complicada sociedade? É inegável que se nós pudessemos fazer algo de prazeroso na vida, escolheríamos ficar o tempo todo sozinho, de cueca, sentado numa poltrona de couro, bebendo cerveja, vendo um bom jogo de futebol e intercaladamente sendo homenageado por uma garota bem gatinha. Sociedade? Guerras? Disputa por poder ou por paçoca? Pra que? Infelizmente a vida não é assim, e como já fiz este rito algumas vezes, sou obrigado a confessar que: ficar muito tempo só de cueca em poltrona de couro faz suar a bunda; a uma certa altura bebendo cerveja você desmaia; nem todo jogo de futebol é bom; mas mantenho a observação da gatinha.
Enfim, devido a impossibilidade física desta situação é que somos obrigados a fazer coisas contraditórias como trabalhar, cursar universidade, cuspir pra cima, etc... E em uma destas convenções sociais é que me encontrei mais uma vez contrariado. Fui a festa junina aqui da faculdade, tudo muito precário, sabe como é: cadeia de bambu, banda folclórica de segunda e mantimentos industrializados-tradicionais de terceira a preços dúbeis. É claro que sempre deixo essa rabugência de lado e confraternizo com os iguais do campus. Estava eu lá na maior alegria por ver a mulherada de chapéu e bigode, quando resolvi comer uns espetinhos de kafta (aqui não há bolinho caipira). Comprei dois, com toda minha malevolencia pedi um só a priori. Jesus Maria José! Que bagaça apimentada, não dava pra comer um sem matar uma lata de cerveja na sequência, jogo de consumo óbvio da organização do evento. Já com lágrima nos olhos e vendo que os iguais também estavam pelo mesmo motivo, contrariei. Aproveitei a ficha de R$1,50 que me restava e mandei prender o tocador de zabumba da deprimente banda folclórica, durante a apresentação é claro. Como de praxe, e pra quem me conhece um pouco, nem fiquei pra ver o resultado, dei área pra minha casa.
Já em casa, de cueca na poltrona de couro bebendo cerveja e pensando estar livre de qualquer outra mazela, reparei nas propagandas das operadoras de celular com suas promoções do dia dos namorados. É impressionante como na sua adesão ou a operadora ganha ou ganha. "Compre um celular X-Xibanos 720 da VIVO/TIM com câmera, display colorido e cafeteira, e fale de graça com seu amor até o fim do ano". Então tá. Quer demonstração mais clara sobre a fé que o mercado coloca nos relacionamentos amorosos? Primeiro, é óbvio que tudo o que é relacionado ao dia dos namorados atinge em maioria esmagadora o público jovem, e toda nossa emoção e espontaniedade. Desta forma, até o fim do ano, a probabilidade dos namoros imaturos da classe média alta terminarem é superior a 90%. Ou seja, depois de alguns mêses, é bem provável que ambas as partes não suportem nem ver o nome do outro na bia do celular, quanto mais ligar. Ganha a operadora. O namoro deu certo? Pois bem, namoros imaturos da classe baixa também rendem. Começam a namorar e vai que vai....Mais rápido que um gremlin molhado que come depois da meia-noite e fruto da desinformação geral, um mês depois já embucha. E daí? Ah...daí que daqui a nove mêses nasce, e então sabe como é né...exige um celular com promoção especial do dia das mães em Maio, com direito ao celular do dia dos pais em Agosto, data provável em que o caboclo descobrirá que vai ser um...devido ao namoro de Junho. Ganha quem mesmo?

...e não me venha com chorumelos!

terça-feira, junho 14, 2005

Raça Sacoleira

Brasileiro se orgulha da malandragem. E chegado num cambalacho, numa tramoia, em armar esquemas, em levar vantagem numa falcatrua. Talvez seja dessa familiaridade e afinidade com o famoso "jeitinho" que a faceta sacoleira dos brasileiros se manifesta. Sim, brasileiro e sacoleiro. E do pior genero.

Um ente querido, um amigo, um conhecido, um camarada, um "gente fina." Nao ha grau na escala dos relacionamentos que possa representar um obstaculo. Sem pudor, constroem quase instantaneamente um dialogo que comeca com as palavras, "posso pedir um favor?" Ao nao saber do que se trata, o interlocutor sempre responde que sim, afinal que tipo de crapula nega um favor sem ao menos ouvir o pedido? Vai que a pessoa fala, "voce pode ficar com meu carro por 2 meses?" ou "voce pode fazer sexo comigo agora" Ou ainda podem haver pedidos validados pelo seu poder de afetar negativamente a vida daquele que pede. O que custa a ajudar alguem em dificuldades? Nao obstante, os abutres brasileiros tao logo recebem a afirmativa retrucam, "voce pode trazer uma coisa pra mim?"

A essas alturas, o comprometimento proveniente da pergunta anterior faz com que fique foda recuar. E dai e um festival de pedidos: Eletro-eletronicos, brinquedos, perfumaria… Ninguem parece sacar que 1) um viajante internacional pode fazer check in de apenas 2 malas; 2) voce nao e o unico a fazer pedidos; 3) carrinho em aeroportos nao sao de graca em todos os aeroportos do mundo; 4) se a alfandega pegar, quem senta no nabo e quem traz a muambada, nao quem faz pedido. Depois de tudo isso ainda tem o despalterio de passarem a grana em reais e quem se fode com a conversao e quem na verdade esta prestando o favor.

Mas o que dizer de um pais na qual sua propria selecao brasileira de futebol traz muambas incontaveis quando disputam torneios internacionais? Quem nao se lembra da vergonhosa licensa que a alfandega deu para a selecao que ganhou a Copa de 94 nos EUA? O lateral Branco trouxe ate uma cozinha inteira da terra do tio Sam. Isso sem falar nas nossas celebridades que adoram sair na capa da caras fazendo muambada em lojas gringas.

Mas no final das contas, nao ha distincao de classe. Seja um bate e volta no Paraguai ou um glamorosa viagem a Franca, os pedidos para trazerem algo que e "mais barato," ou de dificil oferta no mercado brasileiro, pipocam tal qual os escandalos no governo do PT. AB Shaper, sofa inflavel que vira cama, colecao de moedas de prata de 25 centavos de dolar, facas guinsu, ambervision…quantos nao foram os produtos por nos sacolados? Nem eu me isento disso, afinal, quando termino meu périplo em terras brasileiras, minhas malas sempre voltam abarrotadas de biscoitos e bombons brasileiros.

Agora falta pouco para eu chegar na terra em que Cabral pensou ter descoberto. Nem adianta me pedirem uma lembrancinha.

…e nao me venha com chorumelos!!!

sexta-feira, junho 10, 2005

chutando o cavalo brasileiro

Estive ausente nos ultimos dias e nao acompanhei a repercussao no folclorico mundo esportivo brasileiro da vitoria Argentina em cima da selecao do Parreira. Nao preciso.
Os comentarista, cada um ao seu estilo, devem ter bradado improperios, arquitetado solucoes e divagado sobre tempos que nao voltam mais. Falar mais sobre a pior atuacao do Cafu na historia da selecao, da inabilidade do Dida com a bola nos pes, de mais uma amarelada do Robinho e da infeliz armacao tatica do Parreira e, como dizem aqui nos EUA, "to kick a dead horse.
Friamente analisando, perder para a Argentina e normal. Mas e foda.
...e nao me venha com chorumelos!

quinta-feira, junho 09, 2005

E digo mais ainda..

Ainda com os nervos a flor da pele, faço agora um relato que coloca a prova tudo o que foi dito sobre assistir futebol com mulher em outro texto postado aqui no … e não me venha com chorumelos! pelo O Sem Acentos.

Na volta do trabalho, já tomado pela emoção pré clássico Brasil x Argentina comprei um saquinho do popular “minduca” e fui pra casa sabendo que as cervejas já estavam geladas. O tempo foi passando e eu tomando.

Após tomar sozinho meia caixa de cerveja, resolvi aceitar o convite de uma amiga e ir assistir o jogo em sua casa. Esperava comer pizza de graça e xingar uma argentina que lá estaria presente, antiga desafeta dO Sem Acentos. Logo percebi que não rolaria pizza.

Sentei-me no melhor lugar da sala e continuei tomando a outra metade da caixa. Antes mesmo de começar já ouvia comentários sobre minha concentração na tela da televisão e outros. Preferi relevar. Começou a partida e o fiasco. A situação piorando cada vez mais. Até que chegam outros convidados, todos homens. Na hora me perguntei o que tinha ido fazer lá, pois já imaginava que ia lotar de cueca. Mas logo mudei minha opinião, melhor homem pra assistir futebol do que mulher.

O jogo continua rolando e percebo que nenhum tem noção de futebol e pior, ficam fazendo piada incessantemente, e piadas de quem não entende! Que falta de respeito para com este fenômeno chamado futebol e ainda mais para com o clássico! Logo percebo que além de tudo tinha um torcendo pela Argentina, como se isso fosse engraçado!

Costumo ser uma pessoa bem controlada, mas aquilo me enervou, cogitei abandonar o recinto e ir para minha casa assistir o jogo sossegado. Mas por amizade pelas anfitriãs e por não querer perder nenhum lance desisti da idéia.

Chega o intervalo e me encho novamente de esperançada de apreciar uma bela pizza de mussarela. Em vão segundo tempo rola, a seleção até melhora, mas já estava tudo sacramentado. Voltei bêbado, desolado e com fome para casa.

… e não me venha com chorumelos!



Ps: Só para ilustrar...

E digo mais..

Eu e o furunfador Chauffeur estamos tendo idéias similares, mas a velocidade de escrita dele supera a minha de longe. Foi assim no “Deus Salve o Delivery” e agora nesse clima de velório pós Brasil e Argentina. Se bem que esse é um texto óbvio, e me estranha que O Sem Acentos ainda não tenha postado nada em relação a isso até agora. Mesmo assim, não vou me negar à liberdade de dar opinião neste caso.

Como escrevi em uma forunfada anterior, jornalismo esportivo é entretenimento, o que se ouviu e leu de baboseiras foi incrível. Cheguei a ler que o quarteto formado por Robinho, Kaká, Ronaldinho e Ronaldo era similar ao da copa de 70 com Gérson, Tostão, Rivelino e Pelé. Sendo que o diferencial daquele quarteto era o Rei. Vale lembrar que os quartetos jogam em posições diferentes, o de agora já é um quarteto de frente, pois se for comparar com o de 70 ainda tínhamos Jairzinho, o Furacão da Copa, que formaria um quinteto. Enfim, fica óbvio que por causa de um jogo tudo pode mudar… Quanto profissionalismo!

Agora analisando o jogo, além do fato do Parreira ser um bundão e ter tomado a água que o Tevez (vai corinthianada, torça pro hermanito) cuspiu, não é possível uma seleção que se preze jogar com Émerson! Ele estava em campo? Ele é brasileiro? Qual time do Brasil ele jogou? Ha, não lembro… E depois ainda culpam o Roque Junior. Como que o Riquelme recebe uma bola com tanto espaço na intermediária brasileira? Não era função dos zagueiros marcar o armador deles. Só podia dar no que deu.



Voltando ao primeiro gol, o Cafú estava fazendo o que em dentro das quatro linhas? Será que aos 35 anos ele perdeu a noção de posicionamento? Bola no Crespo, só podia dar no que deu. Mas vou falar o que, não tem ninguém pra substituí-lo mesmo. Mesma coisa no escanteio, como que se permite uma cobrança rasteira sem ninguém na marcação? Chega o Cafú meia hora atrasado.. Mas isso aí é culpa do Kiko que nem arrumar a zaga sabe. E olha que ele sempre foi retranqueiro. Sugiro o Alex (ex Santos) na zaga!



...E não me venha com chorumelos!



Ps: Depois de 10 anos de seleção batendo todas as faltas distantes acho que é o segundo gol do Roberto Carlos, que aproveitamento!

Bolinho Caipira e Respeito à Seleção

Vergonha! É o que devemos sentir pela humilhante derrota que sofremos pelos muy amigos portenhos nesta noite. Mas, as razões são límpidas e explícitas tal qual um dia após o outro. Como se já não bastasse o fato de ficar sabendo que perdi com devido atraso o bolinho caipira de uma tradicional quermesse de um asilo lá do centro, ainda tenho que amargar minha seleção demonstrar-se covarde perante "los tantos hermanos que no los puedo contar...". Minha próxima crônica seria sobre os tais bolinhos e suas idosas, amáveis e inigualáveis cozinheiras, mas excepcionalmente vai ficar pra adelante, pois estou sem condições psicológicas de proceder-la.
Razões? Sem saco, já digo que:

-Robinho, em vez de ficar preocupado com suas próximas comemorações atreladas ao contrato milionário da VIVO, deveria concentrar-se no jogo e cair menos em campo.
-Zé Roberto, já fatigado e decadente jogador do Bayer, não tem mais lugar nem na seleção. Não sei o que o infeliz está fazendo ao postar-se frente a portenhada argentina tal como um Zinho. Só atrasou nossas saídas de bola. Solução: Ricardinho.
-Emerson é outro. Parecia com medo do confronto. A bem da verdade, a partida só adquiriu ares favoráveis a nosotros tupis quando do aumento dos atritos enfurecidos e raivosos por parte dos futebolistas; aí sim se joga com a alma. Solução: Até Cicicnho salva.
-Ronaldinho, deixou-se ludibriar pelos afagos maradonescos no hotel; as "melongas" advindas dos vizinhos, medíocres fabricantes de alfajor, elevaram sua moral à tal "status" que só fonéticamente mereceriam o complemento de "quo", com devido acento agudo.
-Dida, se fosse o Rogério Ceni teria defendido dois dos três gols e ainda teria feito pelo menos um de bola parada. Não há como negar, afinal o guarda-metas em questão acumula mais gols do que o próprio Tevez (da seleção argentina) no Brasileirão.
-Ronaldo "Gordo" fez falta. O ex elefantinho da Cica(reli), apesar de forma física digna de quadros do pintor Botticelli, puxa sempre nos jogos de dois à três marcadores para sua órbita; deixaria assim mais livre outros jogadores habilidosos. Mesmo considerando que o futebol apresentado por Adriano não é digno nem das categorias de base da Portuguesa (Santista ainda).

Enfim, vejo triunfar mais uma vez a infeliz posição da mídia que insiste em idolatrar/confundir/lucrar/iludir/misturar nossas peças de êxito no esporte. Equanto Daianes e Robinhos forem supraelevados precocemente por redes e globos, acompanharemos o desgaste excessivo de imagem e empenho físico de menos nas demandas do esporte nacional. A certa altura, confesso que não sabia mais distinguir Ronaldo de VIVO de MTV de Cicareli de VIVO de Robinho de Globo de Parreira de Coca-Cola de Vibe Festa... Aliás, Parreira que mais aparece pintando quadro à óleo no Globo Esporte do que comentando seus esquemas táticos, mesmo que plagiados. Isto que dá chamar Argentina x Brasil de "amistoso de luxo". Saudades de técnicos que aos 2 minutos de jogo já estariam babando a beira do campo (Escolari) e outros que aos 20 minutos, pelo andamento da partida de hoje, nem em campo estariam por desacato aos árbitros (Leão).
Pois é, cabe informar ao dito Parreira que com a seleção brasileira não se brinca, e que ele por favor, antes de pintar seus felizes quadros, analise o acervo de obras de nossa história.

E dentre estas, a de maior expressão de respeito e medo ao futebol brasileiro:



...e não me venha com chorumelos!

terça-feira, junho 07, 2005

Nos Tempos em que a Bandeirantes era o Canal do Esporte

Numa época em que os canais por assinatura eram artigo de luxo e a Globo não dava muita bola, o lugar ideal para se acompanhar esportes era a rede Bandeirantes. Não era à toa que o slogan do canal era "Bandeirantes, o Canal do Esporte." A programação do canal era completa e tinha no esporte seu foco principal. Tudo começava com o Esporte Total ao meio-dia. Um programa de 1 hora (lembro-me de sempre chegar atrasado na escola porque queria ver até o final) que cobria os mais variados torneios do planeta. A apresentação ficava por conta da loira Cléo Brandão. Diariamente sempre havia um comentarista do seleto time da Band dando palpites sobre determinado assunto. Mas em minha memória lembro que o Juarez Soares , o Gerson, o Canhotinha de Ouro, e o João Zanforlin (atual advogado do Corinthians) eram presença constante. Praticamente revezavam-se no posto. Se o programa tinha conteúdo para 1 hora? Lógicamente que sim, mas é claro que o final sempre contava com aquela reportagem sobre corrida de caminhões, ou aquele destaque do Karatê brasileiro. Às 5:30 da tarde entrava no ar diariamente um outro programa cujo nome me foge agora. A apresentação ficava por conta de Luciana do Valle e normalmente reprises dos jogos da noite anterior eram exibidos. Por exemplo, se na noite de terça o canal passasse ao vivo aquele jogaço imperdível de vôlei entre Palmeiras/Parmalat vs. Report/Suzano, na tarde de quarta feira o programa exibiria um VT de meia-hora sobre o jogo (E vale lembrar que essa era a época em que o Set ia até 15 e tinha vantagem). Os meses de junho e julho, no entanto, eram mágicos para esse programa vespertino. Era lá que poderíamos acompanhar os badalados jogos dos torneios Ramon de Carranza, Tereza Herrera e outros torneios mais do verão europeu (lembro-me de 2 jogos entre São Paulo e Barcelona- em 92 metemos 4 a 1 neles, e em 93 Romário, impedido, marcou o único gol da peleja). Realmente era uma festa para quem tinha o final de tarde livre. De segunda à sexta 8:30 da noite entrava o programa principal do canal (porra, esqueci o nome de novo). Apresentação de Elias Junior e da Sylvia "sei lá oq". Era emocionante. Saber que todo dia eu poderia acompanhar um esporte mexia comigo numa época em que eu não tinha muito dicernimento. Às segundas-ferias normalmente eram os dias do campeonato carioca, com narraçøes de Januário de Oliveria (aquele do "tá lá um corpo extendido no chão" ), comentários do Canhotinha Gérson e reportagens de Athison Coultinho (aliás, o último jogo do carioca que vi na vida além daquela final em que o Renato Gaúcho marcou de barriga, foi em 94 um Vasco 1 x 0 Bangu ¿ gol do falecido Denner). Às noites de quarta eram do campeonato paulista. E não adianta me falar que hoje em dia tem tb pq naquela época os jogos eram 8:30 da noite. Não tinha que esperar a novela acabar pra começar a partida. Até jogo no Pacaembu passava. Os times não eram obrigados a jogar no interior pra TV passar o jogo. Quantos São Paulo x Rio Branco, Novorizontino x Corinthians e Palmeiras x Juventus eu não assisti. Ê saudades¿ Nas noites em que não havia futebol, eles sempre cobriam com vôlei, jogos da NBA, entre outras coisas. Mas a Bandeirantes sempre transmitiu tudo oq era campeonato. Sul-americanos e mundiais de basquete, vôlei, futebol (aliás os de futebol eram desde o sub-15 até os profissionais). A liga mundial de vôlei também era transmitida com exclusividade. Foi a Bandeirantes q mostrou o furor causado pela geracão de ouro. Era um tal de eu e o meu avô acordar 1 da manhã para ver Estados Unidos (que tinha aquele levantador careca parecido com o Espiridião Amin) e Brasil e ouvir aquele narrador, "Gilsão mão de pilão!!!" Aliás a cobertua do canal era tão extensa que foi num desses torneios de futebol qualquer que percebi que nem todo jogo de futebol valia à pena assistir. Estou me referindo mais especificamente a um Santos x Cruzeiro pela Copa Denner numa longíncua noite de 1994. Por um momento eu parei e saquei, "porra, esse jogo tá uma merda, vou mudar de canal." Ainda estiveram presentes nas ondas do canal a Copa Bandeirantes (vencida pelo Corinthians), a Copa Ayrton Senna, entre outros. Pois é, a gente era feliz e não sabia. Mas o melhor vinha no final de semana. As histórias, no entanto, de sábado e domingo eu conto amanhã, blz? Pelas Barbas do profeta, estamos ficando velhos!!!

... e nao me venha com chorumelos!!!

segunda-feira, junho 06, 2005

Dia dos Namorados

Está chegando o dia dos namorados e eu, nem um pouco bobo, e festeiro assumido, já comecei a procurar baladas de solteiros. Mas agora, por um momento me bateu uma vontade de ter uma namorada pra passar este dia comigo.

Logicamente que o coro machista de leitores deste blog, do qual me incluo, já está pensando algo como “que bicha!” ou coisas do gênero.

Se o … e não me venha com chorumelos! tivesse uma visibilidade maior iniciaria até uma campanha tipo “Quer ser a namorada do Prometeu no dia 12?”. Ou melhor, o Concurso Namorada do Prometeu no dia 12! Seria simples, as participantes me enviariam suas fotos, ao menos uma de corpo inteiro e outra de rosto; seus dados como nome, idade, peso e altura; além de características pessoais, gostos e preferências. E como principal motivo de escolha responderiam a questão: “Como você gostaria de passar o dia dos namorados com o Prometeu?” A melhor resposta aliada aos outros atributos teria todo meu carinho durante todo este dia!



Olha só, até abriria mão de uma eventual balada onde uma coleção de possíveis candidatas estaria a minha espera, por um dia tranqüilo com minha namorada. Acho que estou ficando velho, e esta seria uma ótima oportunidade pra qualquer interessada na pessoa que sou, me garfar de vez!

Porém, como este blog tem uma audiência baixíssima, e duvido que alguma mulher vá se candidatar, a boemia que me espere!

… e não me venha com chorumelos!



Ps: A esperança é a última que morre, então candidatas meu e-mail é: prometeu_chorumelos@yahoo.com.br

domingo, junho 05, 2005

Inaugura-se a Nova Villa Daslu SP



...e não me venha com chorumelos!